
....sinto como se agulhas envenenadas estivessem consumindo meu cérebro. Quanta dor! Meus olhos meio cegos espreitam a escuridão que me cerca. Não ouso abrí-los senão levemente. Ao meu redor existe uma aura negra de espanto e calor. Meu corpo responde ao eco da dor que reverbera em meu cérebro. Não aguento mais! Sinto as lágrimas escorrerem em minha face e meu estômago se revolta. Pareço estar navegando em um mar de serena tristeza. Entretanto, meu organismo parece um navio desgovernado, atormentado por uma tormenta. Minha cabeça quer se separar do meu corpo. Esse cérebro tão amigo que tanto me ajudou agora me incomoda. Quanto cansaço. Só quero descansar...
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